segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Voto do Emigrante



O Partido Socialista prepara-se para recuperar o diploma vetado pelo Presidente da República no início do ano, relacionado com o voto dos emigrantes portugueses.

Para aqueles que não acompanharam o processo, este diploma pretendia (e volta a pretender…) impor o voto presencial nas eleições Legislativas, eliminando assim a possibilidade que os emigrantes têm de votar por correspondência. O mesmo será dizer que, os emigrantes que queiram votar, terão de passar a deslocar-se às embaixadas ou consulados portugueses, que em muitos casos estão a centenas, ou mesmo a milhares de quilómetros de distância da sua residência.

Tendo em conta este facto, e acrescentando a preocupação que deve estar sempre presente com os elevados números da abstenção, tenho muita dificuldade em perceber a verdadeira finalidade deste diploma.

Segundo o deputado José Lello, secretário nacional do Partido Socialista para as Relações Internacionais: "Manter este sistema de voto não beneficia nem os portugueses que residem no exterior nem a nossa democracia e deita para o lixo a vontade de participação de milhares de eleitores".

São declarações no mínimo muito “debilitadas” para quem se diz responsável por Relações Internacionais. Tal não me surpreende, pois a sua reacção ao veto do Presidente da Republica resumiu-se a: “Não é preciso pôr mais sal na ferida”. Sem duvida… uma reacção convicta de quem estava seguro do que tinha apresentado em plena Assembleia da Republica!

Toda a actividade política deve ser regida por princípios e convicções, que associadas aos mais diversos níveis, identificam as raízes ideológicas que caracterizam os partidos políticos. Ao falarmos de um Governo, temos de ter em conta que foi eleito para servir o país, e não para servir apenas os que votaram no partido vencedor. Portanto, se no círculo eleitoral do estrangeiro o PSD elege mais deputados do que qualquer outro partido, não é justo nem sério, que através dos mais variados esquemas, se tente encontrar uma forma de limitar o voto.

Diversas são as causas que podem levar a que uma pessoa abandone a "sua terra" em busca de uma “nova vida”. Essa é uma realidade a que Portugal ficou fortemente associado, sendo possível constatá-la através da comunidade emigrante portuguesa.

Apesar de se encontrar longe, o gosto e a ligação do emigrante pela sua pátria não desaparece. Bem pelo contrário… a saudade e o desejo de cá voltar, aguçam a vontade de diariamente saber as novidades nacionais.

Já anteriormente tinha demonstrado a minha total discordância com este diploma. Os emigrantes merecem mais respeito e mais consideração, pois a palavra Diáspora não pode ser utilizada só porque é bonita ou soa bem, tem de ser sentida e vivida caminhando ao encontro das necessidades de quem está distante…

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Jogo “À Descoberta dos Açores” já tem 2ª edição

Foi apresentada esta manhã a segunda edição do jogo didáctico “À Descoberta dos Açores”, um produto pioneiro na região, com o qual a empresa “Ideias Globais”, tem dado a conhecer “a história, a geografia e a cultura açorianas, de uma forma lúdica e que vai tendo uma grande aceitação no mercado, daí o lançamento desta segunda edição”, referiram os autores e promotores da ideia.

Foi no Colégio de Santa Clara, em Angra do Heroísmo, e integrando o plano anual de actividades da instituição, dedicado neste ano lectivo ao tema “Açores: Nove ilhas, Nove descobertas”, que Luís Carneiro e Hugo Salvador explicaram a uma atenta plateia de jovens terceirenses “os princípios que levaram a pôr em prática uma ideia”, indicando-lhes a forma “de realizarem os seus sonhos, de acreditarem em si, numa noção muito próxima do que hoje se chama empreendedorismo, com que cada vez mais cedo os miúdos se vão familiarizar”, explicaram.

Segundo os jovens empresários, esta apresentação aconteceu “fruto do sucesso que foi a entrada do produto no mercado”, pelo que estão “a ser conseguidos os objectivos propostos nesta nossa aventura, e que passavam por ter uma nova edição”, acrescentando que “logo as portas do Colégio de Santa Clara, onde até já houve torneios com o jogo, se abriram para um protocolo que permite uma divulgação mais próxima”.

“À Descoberta dos Açores” é um jogo de tabuleiro, onde entre 2 e 5 jogadores, avançam, ao ritmo dos dados e de perguntas “sobre as ilhas, com as quais se vão aprendendo factos da nossa história, da nossa cultura, assim como da geografia ou das tradições açorianas”. O jogo apresenta “50 cartas, com dez perguntas cada uma, sendo uma delas referente a cada ilha açoriana, havendo ainda uma pergunta extra, que corresponde a qualquer uma das nove parcelas do arquipélago”.

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Legislativas 2009


Com o aproximar das eleições legislativas e autárquicas, os partidos intensificam os contactos com a população de forma a demonstrarem através dos seus candidatos, o que pretendem para o futuro do seu país, ou do seu concelho respectivamente. Todos esperam perceber quais as linhas orientadoras da actuação de cada um, para que responsavelmente decidam em quem confiar o seu voto.

Temos que admitir que uns têm naturalmente a tarefa bem mais facilitada do que outros, pois argumentar que votar no actual primeiro-ministro será benéfico para Portugal… não é tarefa fácil. Contudo, este facto não pode servir como desculpa para que os candidatos do PS/Açores à Assembleia da República, transformem esta campanha eleitoral numa espécie de “RTP-Memória”.

Não é de forma alguma aceitável que num período pré-eleitoral, se passe noventa por cento do tempo a fazer uma retrospectiva do passado, fazendo diversas interpretações e leituras por vezes pouco esclarecedoras para quem assiste. Não havendo ideias a apresentar, ao menos não transformem a política em algo que ela efectivamente não é, pois todos queremos medidas concretas para o futuro do nosso país.

Sendo assim, o programa eleitoral apresentado pelo PSD, é um exemplo do que significa na sua essência a palavra “política”. Dividido por diversas áreas sectoriais, a Dra. Manuela Ferreira Leite divulgou um conjunto de medidas que terão impacto a curto prazo na vida de todos nós, ao mesmo tempo que apresentou um rumo estrategicamente definido para o desenvolvimento do país a médio/longo prazo.

Citando algumas dessas medidas, no que toca à Educação, irá promover um combate ao facilitismo que actualmente se encontra instalado, alterando o estatuto do aluno, dando assim uma real importância ao ensino em detrimento dos dados estatísticos. Procederá também à imediata suspensão do actual e polémico modelo de avaliação. Em relação à Economia, irá alterar o actual regime do IVA, reduzir ao mínimo o investimento do Estado, incentivar o investimento privado e as exportações, reduzir a taxa social única e acabar com o pagamento especial por conta.

São apenas alguns dos muitos bons exemplos de medidas apresentadas pelo PSD no seu programa eleitoral. Estamos na presença de um documento construído com base numa análise profunda acerca da realidade Portuguesa, enunciando medidas concretas que identificam a forma mais responsável para encaminhar Portugal rumo a um futuro mais próspero.

É vital que no próximo dia 27 de Setembro todos participem na votação com um conhecimento claro das intenções de cada candidato. O simples voto de cada um de nós determinará quem governará o país nos próximos quatro anos, bem como quem poderá tomar decisões que num momento critico como o actual, podem significar a diferença entre desenvolver o Portugal, ou hipotecá-lo completamente.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Patrão Neves vice-coordenadora da Comissão das Pescas





A eurodeputada pelo PSD Maria do Céu Patrão Neves viu confirmada a sua integração nas duas Comissões do Parlamento Europeu (PE) a que se candidatara, a da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e a das Pescas, sendo depois eleita vice-coordenadora desta última Comissão, uma distinção e responsabilidade invulgar para um novo deputado ao PE, o que vem confirmar a correcta escolha da maior parte dos Açorianos no último acto eleitoral.

A Comissão das Pescas do Parlamento Europeu reuniu-se esta semana em Bruxelas, apresentando como principal ponto da agenda a delineação do orçamento para 2010, cuja redacção ficara concluída em Abril passado.

Em termos gerais, “o orçamento mantém as linhas de investimento anteriores, apenas sofrendo uma redução de 1,1% ao nível dos compromissos e de 1,4% ao nível dos pagamentos”, informou a eurodeputada que destacou ainda um facto relativo ao fundo europeu das pescas “beneficiou de um pequeno aumento”.

Áreas como a Agricultura e as Pescas podem ser consideradas essenciais para a nossa região. Assim sendo e apesar de todas as dificuldades que se avizinham, Patrão Neves estando no centro de decisão mais importante e pertinente da Europa, defenderá da melhor forma os interesses Açorianos.



sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Nova forma de Financiamento da PSP...


Vejam o VIDEO e tirem as vossas próprias conclusões!

Numa altura em que infelizmente se fala, e cada vez mais na falta de segurança, será que uma medida destas tem alguma lógica?

Inacreditável

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Turismo Inter-Ilhas


O Verão apesar de ainda agora ter começado, caminha a cada dia que passa para o seu final. Época alta estamos nós habituados a dizer!

Uma época, em que muitos tentam organizar um programa diferente, para que nos seus dias de férias possam desfrutar ainda mais de um merecido descanso.

Uma época, em que se podia e devia, e muito, incentivar o turismo inter-ilhas. A criação do hábito em nós Açorianos de visitarmos as nossas próprias ilhas, é sem dúvida essencial para o desenvolvimento dos Açores como um verdadeiro arquipélago, beneficiando especialmente as ilhas mais pequenas.

Atenção, que quando utilizo a palavra “pequenas”, faço-o caracterizando apenas a Ilha em relação ao seu tamanho, pois temos a sorte de viver num arquipélago constituído por nove Ilhas recheadas de particularidades tão especiais, que acabam todas por ser enormes no seu potencial.

Sendo tudo tão maravilhoso o que poderá estar a faltar? Temos tudo podem alguns afirmar… Temos aviões que vendem passagens com descontos para residentes… Temos barcos que vendem bilhetes aos Jovens por 1 euro...

Procurando elaborar uma pequena análise, consideremos o exemplo de uma viagem desde a Ilha Terceira até São Jorge pela altura da Semana Cultural das Velas, fazendo referência aos meios de transporte existentes.

Começando pelos aviões, cada passageiro terá de desembolsar cerca de 110€ para uma passagem de ida e volta. O preço não é novidade para ninguém, uma vez que já todos têm conhecimento dos elevados valores praticados pela “nossa” companhia aérea, desmotivando até os mais motivados, a visitarem outras realidades Açorianas.

Em relação às ligações marítimas, a verdade é que por mais um ano… durante mais um Verão… continuam numa total desorganização! Para além de todas as “novelas” em torno dos tão apregoados novos barcos, temos o incumprimento do prazo de inicio de funcionamento do Viking, bem como, uma total falta de organização e planeamento em relação às viagens a efectuar.

Tive oportunidade de presenciar o total desrespeito demonstrado pela Transmaçor em relação aos passageiros que pretendiam visitar a nossa vizinha ilha de São Jorge. Em primeiro lugar, baralharam tudo e todos dizendo em determinadas alturas que haveria barco Expresso para fazer a ligação, enquanto noutras já não haveria qualquer ligação.
Em segundo lugar, estipularam que os jovens só poderiam adquirir o bilhete com o cartão Inter-Jovem duas horas antes do embarque! Ainda comentei com o funcionário da Transmaçor, que desta forma dava a sensação que os jovens ficariam apenas com os restos! Tal não foi o meu espanto, quando a resposta que obtive foi… “pois claro”!
Em terceiro e último lugar, é necessário fazer uma especial referência aos preços. Os bilhetes para um adulto só de ida andavam a rondar os 47€, levando-nos à brilhante conclusão que para um adulto ir e voltar de barco a São Jorge, sai quase tão dispendioso como ir de avião.

Assim é possível promover o turismo inter-ilhas?

É importante proporcionar condições aos jovens para que desde cedo se habituem a visitar o nosso arquipélago, mas temos de ter consciência que a nível económico, é de extrema importância para todos, oferecer boas condições para que um adulto se desloque a outra Ilha com a sua família.

É um pensamento estratégico muito simples, baseado no facto da necessidade que as nossas ilhas têm no desenvolvimento do seu comércio local. Uma família que se desloque a uma determinada ilha para além da sua alimentação, terá a estadia, os passeios, as habituais compras de recordações, ou seja, temos um conjunto de situações, que agregadas impulsionam sem dúvida o desenvolvimentos das localidades visitadas.

Parece que paramos de ter necessidade de estudar, planear e delinear linhas de conduta, que a médio prazo contribuam para o nosso efectivo desenvolvimento sustentável. Tudo é feito a contar exclusivamente com os dinheiros que entram na nossa região!

Os avultados subsídios que recebemos não durarão para sempre, pensemos por isso a longo prazo desde já, porque depois… já era!

quarta-feira, 8 de Julho de 2009

JSD Terceira com novo Site

A Juventude Social-Democrata da Ilha Terceira após dois anos de mandato procedeu à criação da sua nova página de Internet.

Com o endereço http://jsdterceira.wordpress.com , os JOTAS pretendem divulgar todo o seu trabalho de uma forma mais eficiente, utilizando todos os meios mais pertinentes para que a informação consiga ser transmitida ao seu publico alvo: todos os jovens Terceirenses e Açorianos.

Para além da informação sobre as futuras actividades, reuniões e áreas de intervenção, através deste novo espaço, os JOTAS Terceirenses pretendem captar a atenção dos mais novos, para aquilo a que designam de “essência de ser JOTA”, sensibilizando e motivando os demais a participarem e a envolverem-se.

Aproveitando a ocasião, fizeram um balanço de tudo o que até agora tem sido feito pela actual JSD Terceira. Sendo assim, através da pasta de Armazenamento Online, podemos observar uma compilação de algumas das actividades realizadas ao longo destes últimos dois anos de mandato (o ficheiro vídeo encontra-se dividido em duas partes).